Deslizou a ponta dos dedos sobre as costelas e fez cara de quem queria um beijo. Sorriu, mexeu nos cabelos e tornou a fitar quem ainda estava de olhos fechados. Ficou assim por alguns minutos. Voltou ao travesseiro. Abraçou forte e sentindo o cheiro da nuca encaixou uma das pernas no espaço que lhe foi reservado. Dormiu em paz.
quarta-feira, abril 06, 2005
Deslizou a ponta dos dedos sobre as costelas e fez cara de quem queria um beijo. Sorriu, mexeu nos cabelos e tornou a fitar quem ainda estava de olhos fechados. Ficou assim por alguns minutos. Voltou ao travesseiro. Abraçou forte e sentindo o cheiro da nuca encaixou uma das pernas no espaço que lhe foi reservado. Dormiu em paz.
segunda-feira, abril 04, 2005
domingo, abril 03, 2005
quinta-feira, março 31, 2005
Ouvir JAZZFM com esta chuva é um convite para abrir um vinho e não ir a aula.
Mas a vida é cruel e não adianta protelar o que tem que ser feito. Três horas em uma cadeira desconfortável, com direito a retro projetor com fonte 10 no quadro branco hospital. Vou entrar em transe e adormecer com os olhos esverdeados bem abertos. Já sinto a dormência nos membros inferiores...
Placebo é uma das minhas bandas favoritas, e vai ter show aqui na província, aliás no próximo dia 19 de abril, pertinho do meu aniversário. Dia do índio. Penso positivo, para que o evento não seja uma "indiada". Primeiro e mais importante; o local escolhido tem uma acústica lixo, um galpão com pé direito muito alto, segundo é que vai rolar apresentação de bandas novatas, ao todo parece que serão 5 ( eu odeio bandas de abertura, última experiência foi no Tim Festival, antes da PJ harvey, que fracasso , não a PJ... as pessoas começam a ficar impacientes, porque o que você realmente foi ver, parece que não vai começar nunca e o pior é quando "a banda de abertura" inventa de dar um bis.) e por último aquele público (que acaba de descobrir Placebo) que quando ouve um rif de guitarra mais agressivo, parece que recebe uma entidade espiritual africana selvagem e sai a empurrar todos que tem estão a volta. Certo que irei apesar desses detalhes, que considero médio perturbadores. Sei que quando tocar "English Summer Rain", "Soulmates" e "Special K", as perninhas da jovem senhora aqui vão balançar, vou considerar como meu presente de 30 primaveras. A real é que os caras são muito bons e mereciam um lugar melhor para tocar. Mas qualidade não é uma coisa que importa muito por aqui, o que vale mesmo é encher a boca para dizer que trouxeram Placebo. CLARO pergunte a TIM como se faz um bom festival.
segunda-feira, março 28, 2005
Eu não sou foda...
Depois de receber tantas ligações, o ramal "Veja Bem" foi desativado , dando lugar ao ramal "Porém". Agora mais dinâmico, mais espaço para você deixar suas explicações e não resolver nada. Ligue já! Seja mais um a ouvir conversa fiada, ou a conhecida conversa para boi dormir. É isso aí!!! Você encontra o ramal "porém" nos lugares e nas pessoas mais improváveis dessa cidade. É por tempo ilimitado. E não é só isso, os primeiros que ligarem vão ganhar um exclusivo capacete ultra lácteo, vermelho sangue, cortesia de Alice's underwear.
domingo, março 20, 2005
Segura, valente!
Determinados os espaços para cada um, acomodados de forma que ninguém atrapalhava ninguém. Uma espécie de condomínio bem organizado, onde não era possível ocupar parte do espaço do outro. Mesmo assim, se sentia injustiçado e não conseguia suportar toda a pressão da vizinhança. Sempre era o culpado, acabava forçando um colapso generalizado e sofria. Começava a empurrar os outros, e claro os primeiros a reclamar eram os pulmões. Ia mais para o lado direito, se encolhia, aí as costelas também se irritavam. O pobre infeliz, nervoso, alterava as artérias de uma tal maneira, que a pressão subia e a dor de cabeça prejudicava a visão. Certo que quando os olhos não ajudavam, o equilíbrio ia para o espaço e o estomago com sua acidez para dissolver um crocodilo trabalhava incessantemente. O que dizer da bílis, essa então era o puro desespero. Depois de tantas queixas, que deslizavam pelos nervos da coluna vertebral , aquele que se dizia mestre, o cérebro, gritou alto e pediu para que se acalmasse, que bater forte ou se espremer por entre o peito não iria mudar nada. E o coração em um surto de fúria avisou: pare você de me bombardear com essas malditas lembranças que armazenas, ocupando teu preciso espaço com passado que só me faz sofrer, olhe é a última vez que te digo isso, dá próxima te aplico um aneurisma, e aí tu vai ficar bem quietinho.
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