Costuro o infinito sobre o peito e no entanto sou água fugidia e amarga e sou crível e antiga como aquilo que vês: pedras, frontões no Todo inamovível. Terrena, me adivinho montanha algumas vezes. Recente, inumana, inexprimível. Costuro o infinito sobre o peito. Como aqueles que amam. _________________________________
Penso linhos e ungüentos Para o coração machucado de Tempo. Penso bilhas e pátios Pela comoção de contemplá-los ( e de te ver ali à luz da geometria de teus atos.) Penso-te Pensando-me em agonia. E não estou. Estou apenas densa. Recolhendo aroma, passo O refulgente de ti que me restou.
Hilda Hilst
terça-feira, janeiro 20, 2009
Para causar boa impressão. O cassino aguarda a aposta Da manga para a mesa.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Enquanto isso no maravilhoso mundo do perdão... Repetem-se as possibilidades. Viva o carrossel.
domingo, janeiro 18, 2009
...I've been asleep
On top of myself
I was born in the morning
I died at night
I was found in a mirror baby
They couldn't get me out
In these times time runs out
It runs out...
(Frusciante)
Na direção do chão Acertou um maxilar Fragmentou incisivos Despedaçou a vergonha No punho resta uma falange fraturada No resto do corpo um silencio inventado Conforto.
Ainda pontiagudos são os fragmentos. Mesmo com o desprezo afiados retalham Na falta da sutura imediata Maquiamos as tolerâncias Brindamos a superação teórica.