quinta-feira, janeiro 29, 2009

Gato Gatos



Companheiros da soneca.

sábado, janeiro 24, 2009

Hilda

Costuro o infinito sobre o peito
e no entanto sou água fugidia e amarga
e sou crível e antiga como aquilo que vês:
pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível.
Costuro o infinito sobre o peito.
Como aqueles que amam.

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Penso linhos e ungüentos
Para o coração machucado de Tempo.
Penso bilhas e pátios
Pela comoção de contemplá-los ( e de te ver ali à luz da geometria de teus atos.)
Penso-te
Pensando-me em agonia.
E não estou.
Estou apenas densa.
Recolhendo aroma, passo
O refulgente de ti que me restou.

Hilda Hilst

terça-feira, janeiro 20, 2009



Para causar boa impressão.
O cassino aguarda a aposta
Da manga para a mesa.

segunda-feira, janeiro 19, 2009


Enquanto isso no maravilhoso mundo do perdão...
Repetem-se as possibilidades.
Viva o carrossel.

domingo, janeiro 18, 2009


...I've been asleep

On top of myself

I was born in the morning

I died at night

I was found in a mirror baby

They couldn't get me out

In these times time runs out

It runs out...


(Frusciante)
Na direção do chão
Acertou um maxilar
Fragmentou incisivos
Despedaçou a vergonha
No punho resta uma falange fraturada
No resto do corpo um silencio inventado
Conforto.
Ainda pontiagudos são os fragmentos.
Mesmo com o desprezo afiados retalham
Na falta da sutura imediata
Maquiamos as tolerâncias
Brindamos a superação teórica.